BioReator 4.0 — modelo e exemplo 1.1.1

Esta página documenta primeiro a Community 1.1.1 publicada e preserva abaixo, claramente identificados, os cálculos históricos da 1.0.0. Os resultados são simulações didáticas: não são medições de planta nem procedimentos de produção.

Versão atual: Community 1.1.1

A carga de referência usa tanque nominal de 100 L, 75 L de volume líquido, 1 vvm, 400 rpm, X₀ = 0,03 g/L, S₀ = 10 g/L, 28 °C e pH 6,8. O kLa calculado pelo pacote é 131,0455 h⁻¹.

O modelo multiplica Monod por fatores configurados de oxigênio, temperatura, pH e fase lag; a biomassa viável também sofre decaimento:

μ = μmax · S/(Ks + S) · DO/(KO + DO) · fT(T) · fPH(pH)1,25 · [1 − exp(−t/8 h)]

dXviável/dt = μ · Xviável − kd · Xviável;   dS/dt = −μ · Xviável / Yx/s

qO₂ = μ / Yx/o + mo;   OUR = qO₂ · Xviável

A biomassa total inclui a biomassa viável e a parcela acumulada que decaiu: Xtotal = Xviável + X que decaiu. A saturação de oxigênio de referência da carga é 7,8 mg/L.

ParâmetroValor configuradoUnidadeBase e limite
μmax; Ks; Yx/s0,05; 0,25; 0,42h⁻¹; g/L; gX/gSPerfil do simulador [R5, R11]; a forma de Monod e os balanços seguem [R1–R3]. Não são medições da cepa.
KO0,15mg O₂/LConstante demonstrativa de limitação por oxigênio [R5].
Yx/o; mo1,1; 0,007gX/gO₂; gO₂/(gX·h)Parâmetros configurados de rendimento/manutenção; formulação de manutenção relacionada a [R9].
Temperatura min.; ótima; máx.10; 28; 37°CPontos da função cardinal [R10], configurados no perfil.
pH min.; ótimo; máx.; expoente4,5; 6,8; 9,0; 1,25adimensionalPontos e expoente configurados no perfil; função cardinal relacionada a [R10].
Fase lag; kd8; 0,003h; h⁻¹Configuração didática [R5]; não ajustada a dados experimentais.
Conversão para UFC/mL2,0 × 10⁹UFC/mL por g/L de XviávelFator do perfil [R5]. Estimativa do software, não contagem laboratorial.
kLa na carga padrão131,0455h⁻¹Resultado do pacote com P/V pelo volume líquido; correlação de van’t Riet [R4].

A biblioteca [R1–R4, R9–R10] fundamenta as formas do modelo; ela não é a origem experimental dos valores de perfil. As constantes são configurações pedagógicas documentadas nas releases [R5, R11]. Consulte os fundamentos e referências completos.

Trajetória da carga padrão

A execução empacotada termina em 122,55 h (5,11 dias) por SUBSTRATE_DEPLETED. Ao fim, S = 0,000985 g/L, Xviável = 3,913056 g/L e Xtotal = 4,229586 g/L.

Curva simulada do BioReator 4.0 1.1.1, com biomassa viável e total, consumo de substrato e término após 122,55 horas.
A faixa de 5–7 dias é apenas contexto de duração publicado; não é validação nem série experimental equivalente.
Tempo (h)X viável (g/L)X total (g/L)S (g/L)OD (% sat.)Evento
00,0300000,03000010,000000100,0000Início
240,0610720,0639929,91906699,7119—
480,1756550,1863659,62770299,1366—
720,5130390,5464418,77037897,4792—
961,4894891,5890016,28809392,7547—
1203,9059624,1925060,08927192,6230S < 5% de S₀
122,553,9130564,2295860,00098597,2462SUBSTRATE_DEPLETED

A estimativa configurada é Xviável × 2,0 × 10⁹ ≈ 7,826 × 10⁹ UFC/mL. A literatura relata trajetórias de vários dias em outras cepas, meios e condições [R6–R8]; duração semelhante não demonstra equivalência entre o simulador e a produção real.

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Método numérico, oxigênio e término

O passo é Δt = 0,05 h. Biomassa e substrato usam Euler explícito, com μ avaliada no início do passo; a formação de biomassa é limitada pelo substrato disponível e o decaimento é aplicado depois da formação.

mX,formada = min(μn · Xn · V · Δt, Yx/s · Sn · V)

Xn+1 = (Xn + mX,formada/V) · exp(−kd·Δt);   Sn+1 = Sn − mX,formada/(Yx/s·V)

OD não é integrado por Euler: para α = kLa e β = kLa·CL* − qO₂·1000·Xviável, o programa resolve exatamente CLn+1 = β/α + (CLn − β/α) · exp(−αΔt), usando OUR do início do passo. A telemetria da interface é emitida a cada 0,25 h simuladas; o integrador avança 0,05 h a cada 0,2 s de relógio real (aproximadamente 4 s por hora simulada).

O kLa usa a correlação de van’t Riet para meio coalescente: kLa = 0,026 · (P/V)0,4 · us0,5, com kLa em s⁻¹, P/V em W/m³ e velocidade superficial do gás em m/s. O cálculo converte o resultado para h⁻¹, usa P/V sobre o volume líquido e reduz a potência aerada pelo fator 0,5. Para a turbina Rushton, Np = 5, Di = D/3 e H = D; são hipóteses geométricas do simulador, não especificações de projeto.

O primeiro critério alcançado encerra o lote:

  • SUBSTRATE_DEPLETED: S ≤ 0,001 g/L.
  • DO_SPIKE: com S < 5% de S₀, OD aumenta pelo menos 15 pontos percentuais da saturação em até 1 h.
  • STALLED: após o lag, variação absoluta de X < 0,0001 g/L/h durante 12 h.
  • MAX_TIME: limite padrão de 240 h.
  • STOPPED: encerramento manual pelo operador.

O motivo é registrado como end_reason no CSV e no lote local. A curva padrão encerra por SUBSTRATE_DEPLETED. Confira o manual técnico e critérios da loja.

Interpretação e limites

  • X viável e a conversão para UFC/mL são saídas matemáticas; não são contagem de células em laboratório.
  • Não há medição de planta, validação experimental publicada nem simulação de contaminação.
  • Temperatura, pH e oxigênio afetam o crescimento pela parametrização do modelo; isso não equivale a controle de processo real.
  • OD pode voltar a subir quando a demanda calculada cai; não deve ser interpretado como recuperação medida por uma sonda.
  • A faixa publicada de 5–7 dias é contextual, de outros estudos e condições; não é comparação direta nem validação.

Referência histórica Community 1.0.0 — carga de exemplo

Bradyrhizobium japonicum em batelada. Tanque de 100 L a 75% (75 L de caldo), 1 vvm, 400 rpm, 28 °C, pH 6,75. X inicial 0,20 g/L. S inicial 20 g/L. O oxigênio parte de 7,8 mg/L, a saturação de referência do simulador para ar perto de 28 °C.

O console estima kLa ≈ 157 h⁻¹, cerca de 122 W de agitação e cerca de 114 W de aeração, num cilindro de líquido com cerca de 0,46 m de diâmetro. A correlação é a de Van’t Riet para meio coalescente, com turbina Rushton (Po = 5, D/T = 1/3, H = T) e compressor ideal com 0,5 bar no sparger e rendimento 55%. Sem rotação ou sem ar, kLa fica em zero.

HoraX (g/L)S (g/L)OD (mg/L)OD (%)µ (h⁻¹)
00,2020,07,81000,099
60,3619,67,5960,099
120,6518,97,3940,099
242,1215,46,2790,098
cerca de 408,6esgotadocerca de 1,2cerca de 160

Por volta de 38 h, S cai abaixo de 1 g/L (5% da carga) e o oxigênio dissolvido cruza 20% da saturação. Os avisos de substrato baixo e de hipóxia entram juntos. Por volta de 40 h o substrato acaba. A biomassa para em 8,6 g/L: 15 g iniciais mais 630 g formados dos 1.500 g de substrato. O rendimento imposto é 0,42 g/g e o erro relativo fica abaixo de 1e-6.

O oxigênio permanece perto de 16% depois que o crescimento para. O consumo específico continua proporcional à biomassa presente. A hipóxia fica no aviso e não reduz µ.

Equações da batelada

  • µ = µmáx × S / (Ks + S)
  • dX/dt = µ × X, com o volume constante
  • dS/dt = −µ × X / Yxs, limitado pelo substrato que ainda existe
  • dCL/dt = kLa × (C* − CL) − qO₂ × X, com solução analítica em cada passo
  • OUR = qO₂ × X e OTR = kLa × (C* − CL)

Neste perfil, µmáx = 0,10 h⁻¹, Ks = 0,25 g/L, Yxs = 0,42 g/g e qO₂ = 0,12 g de O₂ por g de biomassa por hora. No instante zero, µ ≈ 0,099 h⁻¹, dX/dt ≈ 0,020 g/(L·h) e dS/dt ≈ −0,047 g/(L·h).

pH fora de 6,5–7,0, ou temperatura a mais de 2 °C de 28 °C, gera aviso. A cinética de crescimento continua a de Monod no substrato.

Catálogo calibrado

Os números são constantes do simulador, na ordem de grandeza de um cultivo aeróbio. Eles não descrevem meio, inóculo nem procedimento de produção. A Community opera só a primeira linha. As outras quatro entram na Pro, na oficina.

PerfilEdiçãoµmáx (h⁻¹)Ks (g/L)Yxs (g/g)qO₂pHT (°C)
Bradyrhizobium japonicumCommunity0,100,250,420,126,5–7,028
Bacillus subtilisPro0,850,100,500,346,5–7,530
Bacillus thuringiensisPro, só crescimento0,650,150,460,306,8–7,430
Trichoderma harzianumPro0,180,700,400,225,0–6,526
Saccharomyces cerevisiaePro, biomassa aeróbia0,450,100,500,304,0–5,530

B. thuringiensis não descreve esporulação, cristal proteico nem rendimento de toxina. S. cerevisiae não descreve fermentação alcoólica.

Exemplo Pro — 6 h de batelada alimentada

Esta simulação foi apresentada como exemplo de edição planejada; não é uma função da Community 1.1.1. O cenário usa alimentação de 0,5 L/h com 100 g/L de substrato. O balanço extensivo ilustrativo é dV/dt = F, d(VX)/dt = µ × X × V e d(VS)/dt = F × Sin − µ × X × V / Yxs.

Na mesma carga de 75 L, depois de 6 h o volume está em 78 L. A leitura é X ≈ 0,35 g/L, S ≈ 22,7 g/L e oxigênio dissolvido ≈ 7,5 mg/L (cerca de 97%). O substrato sobe porque a entrada supera o consumo. Na batelada simples, na mesma hora, S estaria em cerca de 19,6 g/L e X em cerca de 0,36 g/L.

Este cálculo de demonstração não define recursos, preço ou disponibilidade da edição futura.

Bibliografia e fontes dos parâmetros

As referências de engenharia abaixo fundamentam as equações e formas de modelo. Os valores numéricos do perfil são configurações documentadas nas releases do programa, não parâmetros ajustados a partir dos artigos citados.

  1. Monod, J. (1949). The growth of bacterial cultures. Annual Review of Microbiology, 3, 371–394. doi:10.1146/annurev.mi.03.100149.002103.
  2. Shuler, M. L., Kargi, F., & DeLisa, M. P. (2017). Bioprocess Engineering: Basic Concepts (3rd ed.). Pearson.
  3. Doran, P. M. (2013). Bioprocess Engineering Principles (2nd ed.). Academic Press, Elsevier.
  4. van’t Riet, K. (1979). Review of measuring methods and results in nonviscous gas–liquid mass transfer in stirred vessels. Industrial & Engineering Chemistry Process Design and Development, 18(3), 357–364. doi:10.1021/i260071a001.
  5. Cara Core Informática (2026). BioReator 4.0 Community 1.1.0. Perfil e setpoints demonstrativos, não validação experimental. Release bioreator-1.1.0.
  6. Vassileva, M., Malusà, E., et al. (2021). Fermentation strategies to improve soil bio-inoculant production and quality. Microorganisms, 9(6), 1254. doi:10.3390/microorganisms9061254.
  7. Pradella, J. G. C., Oliveira, M. S., Zuccolo, M., Severo, A. C. R., & Bonomi, A. (1994). Improved culture media for growth of Bradyrhizobium japonicum. World Journal of Microbiology and Biotechnology, 10(1), 112–113. doi:10.1007/BF00357575.
  8. Hafiz, M. H. R., Salehin, A., & Itoh, K. (2021). Growth and competitive infection behaviors of Bradyrhizobium japonicum and Bradyrhizobium elkanii at different temperatures. Horticulturae, 7(3), 41. doi:10.3390/horticulturae7030041.
  9. Pirt, S. J. (1965). The maintenance energy of bacteria in growing cultures. Proceedings of the Royal Society of London. Series B, Biological Sciences, 163(991), 224–231. doi:10.1098/rspb.1965.0069.
  10. Rosso, L., Lobry, J. R., Bajard, S., & Flandrois, J. P. (1995). Convenient model to describe the combined effects of temperature and pH on microbial growth. Applied and Environmental Microbiology, 61(2), 610–616. doi:10.1128/aem.61.2.610-616.1995.
  11. Cara Core Informática (2026). BioReator 4.0 Community 1.1.1. Implementação do modelo, critérios de término e dados desta página. Release bioreator-1.1.1.